Sindicato marca presença na Oficina da Rede UNI Mulheres para debater igualdade de gênero e autodefesa
Impulsionado pelo vigor do debate coletivo, o Sindicato marcou presença na 14ª Oficina de Formação da UNI Mulheres, ocorrida entre 4 e 6 de maio de 2026, em Praia Grande. Sob o lema “Rompendo o Silêncio”, o encontro consolidou-se como um polo de resistência e aprendizado, conectando a base sindical às pautas urgentes de gênero, trabalho e direitos sociais. As diretoras Gláucia Iano Fantini, Mônica Arteaga Rodrigues e Silvana Kaproski representaram a entidade no encontro.
A programação mergulhou em temas críticos como a saúde da mulher, com dados técnicos apresentados pelo DIEESE, e o impacto devastador da pejotização. O debate evidenciou como a flexibilização das leis trabalhistas agrava a dupla jornada feminina e retira proteções fundamentais, como a estabilidade e o direito às licenças.
Além da formação teórica, o evento promoveu atividades práticas focadas na segurança e na vivência jurídica das mulheres. A preparação física foi trabalhada em dois momentos distintos, com instruções de autodefesa e técnicas de reação a situações de risco ministradas em ambos os dias da oficina.
No campo da conscientização, um dos grandes destaques foi a realização de um júri simulado que reproduziu o ciclo completo de uma denúncia de violência doméstica, desde a delegacia até o tribunal. A dinâmica evidenciou como as agressões sofridas no ambiente familiar impactam a vida laboral da mulher e serviu para expor, de forma realista, as barreiras e dificuldades enfrentadas pelas vítimas ao buscarem justiça no sistema atual.
Para Mônica Arteaga Rodrigues, coordenadora do Coletivo de Mulheres do Sindicato, o encontro é fundamental para destacar o papel das entidades de classe na proteção da vida das trabalhadoras:
“Estar aqui é entender que a nossa luta vai muito além do balcão do banco. Romper o silêncio significa encarar de frente a precarização que a pejotização impõe às mulheres e fortalecer nossa rede de apoio. Formação é poder, e é através dessa articulação que garantimos que nenhuma de nós enfrente a dupla jornada ou a violência estrutural sozinha”, concluiu
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