Ataque aos direitos dos bancários: Caixa impõe teto de gastos para plano de saúde

O novo estatuto da Caixa Econômica Federal (CEF) tem sido amplamente divulgado pela instituição e traz pontos que prejudicam diretamente os bancários e bancárias que atuam pelo banco. Exemplo disso é o quarto parágrafo do capítulo VIII, que diz que “a participação da CEF no custeio dos benefícios de assistência à saúde será limitada ao percentual de 6,5% das folhas de pagamento e proventos”, que reduz o benefício de seus empregados sem nenhuma negociação com os representantes da categoria.

 

Atualmente, a Caixa é responsável por 70% do custo assistencial. Ao impor um teto de 6,5% em relação à folha de pagamento (de funcionários da ativa e de aposentados), o banco eleva os custos aos trabalhadores a partir de 2020. A sinalização de que a CEF mudaria seu modelo de custeio de plano de saúde começou em 9 de novembro do ano passado, quando a direção da empresa não garantiu emprego e negou outros pontos essenciais aos trabalhadores, como a incorporação de função.

 

A diretora de Saúde e Previdência da Federação, Fabian Matheus, afirma que a categoria irá se mobilizar para reverter tais mudanças impostas pela CEF. “Nosso plano de saúde é superavitário, sustentável e um dos melhores do país. Só com luta será possível impedir a tentativa de reduzir ou acabar com esse direito conquistado”, diz.

 

Modelo atual – Pelas regras atuais, a Caixa arca com 70% das despesas assistenciais e os empregados 30%, os custos administrativos são todos de responsabilidade da Caixa. O modelo atual não discrimina idade, faixa salarial ou se o empregado é aposentado, todos pagam o mesmo valor pelo benefício.

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