Campanha Nacional dos Bancários 2026 é lançada oficialmente com entrega de minuta à Fenaban na Paulista
Sob a manhã mais fria do ano de 2026 na capital paulista, com os termômetros marcando 9 graus, a diretoria do Sindicato esteve na Avenida Paulista nesta quarta-feira, dia 24 de junho, para apoiar o Comando Nacional e marcar o início oficial da Campanha Nacional Unificada. O ato foi carimbado pela entrega da minuta de reivindicações à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O documento, construído coletivamente com a participação de 55 mil trabalhadores na Consulta Nacional, guiará as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), cuja primeira mesa já está agendada para o dia 2 de julho.
Estamos aqui pressionando a Fenaban no aceite da nossa minuta, das nossas reivindicações (…) construídas na Conferência Nacional, neste último final de semana. E agora, nós vamos exigir que os banqueiros aceitem as nossas propostas. Estamos no aguardo e vamos pressionar. E precisamos do apoio de vocês. Fiquem atentos nas nossas redes sociais, convocou o presidente do Sindicato, Wanderley Ramazzini.
Os principais eixos da pauta da categoria incluem a exigência de 5% de aumento real (salários, PLR, VA e VR), o fim das metas abusivas, a defesa dos bancos públicos e do emprego, além de uma melhor regulação do teletrabalho. O secretário de comunicação da entidade, João Cardoso, reforçou a urgência da mobilização diante dos ataques sofridos pela categoria no cenário atual:=.
É um ano muitoimportante para todos nós, nós que estamos assistindo aí a categoria bancária sendo dizimada por um sistema financeiro horroroso, o sistema que mais lucra nesse país, no entanto, tem sido aquele que mais desemprega, que mais fecha agência, que mais precariza o atendimento, que mais vira as costas para a população. Então, sabemos que esse ano vai ser muito difícil a nossa campanha, mas sabemos que juntos, sindicatos e bancários, podemos manter as nossas conquistas e avançar ainda mais”, pontuou.
O clamor por valorização e melhores condições de trabalho é amparado por dados financeiros e de saúde alarmantes. Enquanto os lucros do Sistema Financeiro Nacional cresceram 114% entre 2020 e 2025, com os cinco maiores bancos lucrando R$ 145 bilhões apenas no ano passado, mais de 14 mil postos de trabalho e 1.300 agências foram fechados no mesmo período. Paralelamente, a Consulta Nacional expôs o adoecimento da categoria: 72,6% dos respondentes afirmaram que o ambiente bancário gera impactos negativos na saúde mental e 40% admitiram o uso de medicamentos controlados nos últimos 12 meses.
Para proteger os trabalhadores durante o processo de negociação, o Comando Nacional defende a assinatura de um pré-acordo que garanta a ultratividade da CCT até a celebração de um novo pacto. Em sintonia com a mobilização de rua, ocorreu também o lançamento digital da campanha com o mote “Bancárias e bancários feitos de esperança, movidos pela luta”, convocando toda a categoria a acompanhar as mesas de negociação geral e específicas (Banco do Brasil e Caixa) através dos canais de comunicação do Sindicato.
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