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Coletivo de Mulheres do Sindicato promove cinedebate em comemoração ao Mês das Mulheres Trabalhadoras

Na noite desta quarta-feira, dia 25, o auditório do Sindicato recebeu o Cinedebate especial em celebração ao Mês das Mulheres Trabalhadoras. O encontro reuniu a diretoria, bancárias, bancários e convidados para a exibição do filme “Que Horas Ela Volta?”, obra brasileira aclamada por abordar desigualdades sociais, relações de trabalho e vivências femininas de maneira sensível e contundente.

Após a sessão, houve um debate aberto sobre o filme, com enfoque nas condições da mulher na sociedade, nas estruturas de desigualdade que atravessam o trabalho doméstico e nas reflexões que a narrativa provoca sobre autonomia, oportunidades e justiça social.

A atividade foi organizada pela coordenadora do Coletivo de Mulheres do Sindicato, Mônica Arteaga, que conduziu o encontro e reforçou a importância de espaços de diálogo voltados à realidade das trabalhadoras. A abertura do evento ficou a cargo do presidente do Sindicato, Wanderley Ramazzini, que destacou o compromisso da entidade em promover ações que valorizem a luta das mulheres e ampliem a consciência social dentro e fora do ambiente bancário.



Debate destaca o papel das mulheres e os avanços na garantia de direitos

O necessário debate que aconteceu logo após o encerramento do filme destacou como Que Horas Ela Volta? expõe a realidade das mulheres trabalhadoras, especialmente as domésticas, e os conflitos que surgem quando a burguesia insiste em enxergá-las apenas como serviçais. A chegada da filha da empregada, personagem que transforma a dinâmica da história, foi lembrada como símbolo de ruptura, já que é por meio dela que a protagonista passa a perceber que merece ser tratada de forma digna e igualitária.

Os presentes também discutiram o contexto social retratado na obra, marcado pela ampliação de direitos das mulheres e das trabalhadoras domésticas, especialmente durante o primeiro governo do presidente Lula, que fortaleceu políticas de inclusão, como o acesso à CLT, à educação superior e à mobilidade antes restrita às classes altas. 

“Para nós, esse cinedebate foi muito mais do que uma atividade cultural, foi um espaço de reflexão profunda sobre a realidade das mulheres trabalhadoras. Que Horas Ela Volta? abre portas para entendermos como as desigualdades de classe e gênero se materializam no dia a dia, e o nosso diálogo após o filme foi essencial para ampliar essa consciência ao abordar essas mudanças estruturais e refletir sobre como elas impactam a autonomia, as oportunidades e a valorização das mulheres na sociedade. É desse tipo de discussão que nascem transformações reais”, pontuou Mônica Arteaga, coordenadora do Coletivo de Mulheres.