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Com foco no atendimento do cliente e na valorização do trabalhador, Minicaravana do Sindicato ocupa a Vila Galvão

A Vila Galvão, em Guarulhos, recebeu nesta terça-feira, 4 de agosto, mais uma etapa da Minicaravana da Campanha Salarial 2026. A mobilização de rua, que já passou por Arujá, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Mairiporã, levou aos bancários e à população um alerta sobre a estratégia dos grandes bancos de desmantelar o atendimento presencial e transferir parte do trabalho para o cliente.

Enquanto o Sindicato enfrenta rodadas decisivas com a FENABAN rumo ao prazo final da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a ação evidenciou como a substituição das unidades tradicionais por “agências de negócios” empurra as tarefas operacionais para o próprio consumidor, que passa a pagar tarifas para trabalhar pelo banco.

O cliente trabalha, o banco lucra e o risco é do usuário

Secretário de Patrimônio do Sindicato, Jony Araújo explicou que o desmonte do atendimento presencial precariza a vida de quem precisa do banco e serve apenas para inflar lucros bilionários:

“Ele continua te cobrando a tarifa, só que faz você se atender. Você mesmo paga sua conta, faz sua transferência e faz seu seguro. Se você, que não é especialista, cometer um erro no cadastro, o banco não assume: o risco é seu. As fraudes digitais aumentam, os cartões são clonados e o prejuízo final fica sempre para o cliente. A relação de lucro e risco deve ficar com o banco. Quando lutamos por mais agências, garantimos um atendimento melhor e preservamos os empregos de bancários, vigilantes e equipes de limpeza.”

A rotina de cobranças abusivas e a falta de reconhecimento das instituições financeiras com a categoria também pautaram a atividade na Vila Galvão. O diretor do Sindicato, Julio César Macedo, destacou o contraste entre a alta exigência do setor e a postura travada dos bancos na mesa de negociação, ressaltando propostas centrais como a jornada 4×3:

“O bancário é um trabalhador diferenciado. Ele passa o fim de semana estudando e tirando certificações para evoluir na carreira, mas quem lucra com isso é o banqueiro, que não quer investir e recusa dar o valor que merecemos. Nas negociações sobre a jornada e condições de trabalho, eles não querem ceder em nada. Se a gente não se unir e pressionar, eles vão tentar nos colocar como vilões e a sociedade precisa saber que o problema do péssimo atendimento e da insegurança é gerado pelo próprio banco.”

Metas abusivas e adoecimento no topo das discussões

Além da defesa do emprego e dos direitos da CCT, as cláusulas econômicas e a saúde dos trabalhadores ganharam forte relevância no diálogo do dia. O diretor Adailton Patrício reforçou que a pressão exagerada por resultados é o principal motor do afastamento de profissionais no setor financeiro:

“Os bancários se dedicam diariamente e entregam o que é pedido, mas enfrentam metas inatingíveis que nunca param de subir, esse é o ponto que estamos rebatendo fortemente na mesa. A categoria bancária é a que mais adoece e a que mais tem afastamentos pelo INSS no Brasil. O funcionário cumpre a meta e o banco simplesmente a aumenta, sem se importar com a saúde de quem produz”, concluiu.

Fique por dentro das negociações

Acompanhe os canais oficiais do Sindicato para não perder nenhum detalhe da Campanha Salarial 2026. Siga o perfil no Instagram @bancariosdeguarulhos ou fale diretamente com a entidade pelo telefone (11) 2440-7888. Fique atento, compartilhe as informações e participe ativamente das ações de mobilização nas ruas e nas redes.

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