Dia Nacional de Luta no Bradesco reúne diretoria em agência de Guarulhos
Nesta terça-feira, 19 de novembro, sindicatos de todo o país realizaram mobilizações pelo Dia Nacional de Luta contra o fechamento de agências e as demissões promovidas pelo Bradesco. Em Guarulhos, a diretoria do Sindicato dos Bancários esteve presente na agência 154, localizada na avenida Capitão Gabriel, no Centro, para dialogar com a categoria e denunciar o grave processo de desmonte promovido pelo banco.
De junho de 2024 a junho de 2025, o Bradesco fechou 342 agências, 1.002 postos de atendimento e 127 unidades de negócio. Segundo levantamento do Dieese, isso significa que o banco, sozinho, foi responsável por quase 38% de todas as agências encerradas no sistema bancário brasileiro no período, um número alarmante que evidencia a dimensão do problema.
Enquanto anuncia lucros bilionários, o Bradesco reduz sua presença física, impacta a vida de comunidades inteiras e demite trabalhadores, deixando clientes sem atendimento adequado.
Cidades inteiras sem atendimento bancário
O fechamento de unidades atinge principalmente municípios pequenos, onde moradores passam a depender de longas viagens para realizar operações simples. Sem agências, o dinheiro deixa de circular, o comércio perde movimento e a economia local enfraquece.
Empurrados para os correspondentes bancários, os clientes recebem um atendimento precarizado, realizado por trabalhadores sem a proteção da Convenção Coletiva da categoria bancária, enquanto o banco transfere seus custos e amplia seus lucros.
O diretor do Sindicato e bancário do Bradesco, José Luiz Ferreira Guimarães, reforça a crítica.
“A digitalização, como vem sendo conduzida, não é inclusão, é exclusão. Ela elimina mão de obra, fecha portas e deixa clientes desassistidos. Quando o atendimento passa para correspondentes bancários, o que vemos é precarização. O banco reduz custos, e quem paga a conta é a população.”, concluiu.





