Diretoria do Sindicato participa de audiência pública na Alesp pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho
Onde tem luta, tem Sindicato dos Bancários! A diretoria do Sindicato participou, na manhã desta segunda-feira, dia 30, da audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir a proposta de fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem diminuição salarial. Convocada pelo deputado estadual Luís Cláudio Marcolino, a atividade reuniu trabalhadores de diversas categorias e contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que tratou da importância de atualizar os modelos de jornada no Brasil, de forma a garantir melhores condições de vida e de saúde para a classe trabalhadora.
João Cardoso, secretário de Comunicação destacou a relevância da discussão.
“Tivemos uma importantíssima audiência pública sobre o fim da escala 6×1, sem redução de salário e com redução da jornada de trabalho. Ficou muito claro que é possível avançar nesse caminho, garantindo mais qualidade de vida para os trabalhadores brasileiros. Contamos ainda com a presença do ministro Luiz Marinho, que corroborou essa proposta e afirmou que o governo vai levar esse debate adiante no Senado e na Câmara Federal”, afirmou.
O presidente do Sindicato, Wanderley Ramazzini, também marcou presença na Audiência Pública e ressaltou que a pauta é urgente.
“Estivemos presentes na Alesp discutindo um tema de grande importância para toda a sociedade: a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Tivemos grandes debates, inclusive com o ministro do Trabalho, que apresentou parecer favorável ao avanço dessa proposta. É um grande passo para todos os trabalhadores e trabalhadoras”, avaliou.
Durante sua fala, Wanderley lembrou também que a discussão não pode ser limitada ao ponto de vista econômico, mas deve levar em conta os limites físicos e emocionais de quem trabalha. Ele apontou que outros países já experimentam modelos mais equilibrados e que isso tem gerado resultados positivos.
“Nós não somos robôs. A pergunta não é quanto o ser humano deve trabalhar, mas quanto ele precisa descansar. A Europa já discute jornadas como o 4×3, e isso tem funcionado porque respeita o que o corpo suporta”, disse.
Ele também alertou para o alto número de trabalhadores adoecidos, o que gera impacto direto nos gastos públicos e evidencia a necessidade de rever o modelo atual.
Ao final, Wanderley defendeu que a mobilização social continue nas ruas para que o debate avance.
“Precisamos voltar com os plebiscitos populares e mobilizar a população para defender a redução da jornada de trabalho. Já conquistamos avanços importantes assim no passado. É hora de retomarmos essa força”, concluiu.














