Fruto de luta intensa, mulheres conquistaram direito ao voto há 90 anos

É conquista e deve ser lembrada como fruto de intensa luta e resistência, o direito ao voto pelas mulheres foi resultado da vitória de uma árdua batalha há apenas 90 anos. Foi em 24 de fevereiro de 1932 que o Código Eleitoral passou a assegurar o voto feminino, mas ainda parcialmente: mulheres casadas (com autorização dos maridos) ou viúvas com renda própria. Apenas em 1934 as limitações foram extintas, com a inclusão do direito na Constituição Federal.

 

Quem acompanha a luta feminina por equidade de direitos e o espaço que a discussão tomou atualmente não faz ideia do quão recentes são algumas conquistas e o quanto o feminismo é importante para a manutenção de todas elas.

 

E na luta para exercer o direito que deveria ser de todo cidadão e cidadã, duas mulheres se destacaram: a professora Celina Guimarães Viana e a advogada Berta Lutz. A primeira por conseguir o registro para votar ainda em 1917 e a segunda por participar das primeiras entidades de defesa dos direitos das mulheres no Brasil.

 

Foi daí que surgiram movimentos que envolviam a discussão política, social, econômica e comportamental com a mobilização de greves com a participação das trabalhadoras.

 

“Não há direito garantido, não podemos baixar a guarda em nenhum momento, mas é preciso valorizar cada pequena conquista e o direito ao voto merece ser lembrado e comemorado”, lembrou a secretária de Comunicação e coordenadora do Coletivo de Mulheres do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região, Silvana Kaproski.

 

A luta não acaba – somamos avanços, mas a luta se faz necessária em todos os campos. Exemplo disso é que as mulheres buscam ocupar espaços onde a representatividade feminina é pequena, como em cargos eletivos.

 

Elas são 53% do eleitorado, mas ocupam a minoria das vagas. A lei já sofreu alterações para que haja maior equidade e os partidos precisam ocupar, no mínimo, 30% das vagas com mulheres. “As legendas precisam agora entender a importância da participação feminina na política, apoiem suas lutas dêem visibilidade ao trabalho para que elas disputem cargos eletivos com homens de igual para igual”, disse Silvana. “Nossa luta é contra o patriarcado. O desemprego nos atinge de maneira mais feroz, somos vítimas de violência dentro e fora de casa, chefiamos famílias ganhando salários menores que os homens e tudo isso só nos mostra o quanto a estrada é longa”, completou.

 

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