Funcionários das CRBBs apresentam denúncias de assédio moral

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) apresentou à direção do banco denúncias de assédio moral e cobrança excessiva de metas, que dificilmente serão atingidas, nas Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBBs) de São Paulo, Curitiba, São José dos Pinhais (PR) e em outras localidades do país, em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (14).

Desde a alteração do nome de Central de Atendimento para Central de Relacionamento, aprofundou-se a mudança de foco na CRBB para a oferta e venda de produtos. Porém, é papel da CRBB atender clientes não encarteirados do banco, normalmente com menor poder aquisitivo, muitas vezes incapazes de adquirir produtos e serviços que devem ser ofertados obrigatoriamente pelos atendentes. Ou seja, um público que não condiz com o foco imposto pela Diretoria de Varejo (DIVAR) nas centrais.

Ana Smolka e Alessandro Greco Garcia, o Vovô, diretores do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e funcionários do BB, lembraram que num passado recente já houve necessidade de uma prevenção de conflito na central paranaense e talvez seja o momento de outra intervenção da diretoria do banco.

Já o representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi/SC) na CEBB, Luiz Toniolo, reforçou que os funcionários das CRBBs estão submetidos a uma rotina de trabalho exigente e desgastante e sofrem cobrança excessiva de metas e que mudanças precisam ser feitas, pois nunca presenciou um nível de descontentamento tão grande.

Sandra Trajano, secretária geral do Sindicato dos Bancários em Pernambuco e funcionária do BB, salientou que as reclamações de que o trabalho é desumano, com metas inalcançáveis, também acontecem em sua base e precisam ser solucionadas o quanto antes.

Getúlio Maciel, representante da Federação dos Bancários no Estado de São Paulo (Fetec-SP) na CEBB, cobrou do banco melhores condições de trabalho, recomposição do quadro e valorização do papel do BB enquanto banco público, além da implementação do acordo de teletrabalho na CRBB.

O coordenador da CEBB, João Fukunaga, lamentou o fato de a maioria das denúncias já terem sido “pacificadas” anteriormente. “Parece que estamos regredindo nas relações trabalhistas dentro do banco. Voltamos a debater temas que foram resolvidos há mais de dez anos”.

A direção do banco se comprometeu a apurar as denúncias e trazer respostas na próxima reunião.

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