Guti publica decreto que extingue Proguaru no dia em que empresa completa 42 anos

No dia em que a Progresso e Desenvolvimento de Guarulhos S/A, a Proguaru, completa 42 anos de existência, o prefeito Guti presenteia seus mais de quatro mil trabalhadores e trabalhadoras com a publicação do decreto 38316, que concerne com a Lei Municipal 7.879, que extingue a maior prestadora de serviços da Prefeitura de Guarulhos.

 

 

De maneira arbitrária, irresponsável e sem discussão com a sociedade, o prefeito dá andamento à Lei aprovada em 18 de dezembro de 2020, pouco mais de um mês após ter sido reeleito com o discurso de que não acabaria com a empresa que emprega milhares de guarulhenses. A pressa de Guti pode ser justificada com a proximidade da avaliação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre o referendo defendido pela oposição, em que a população votaria para decidir o futuro da Proguaru.

 

Durante a campanha, equipe do Guti divulgou esta imagem para desmentir fechamento da empresa

 

Fato é que a Proguaru sempre teve seus desafios, mas durante a gestão do Partidos dos Trabalhadores (PT) a perspectiva era de crescimento e de enfrentamento dos problemas que pudessem surgir. Em 2013, durante sua passagem como diretor-presidente da empresa, José Luiz Ferreira Guimarães falou sobre os avanços e os números da empresa em artigo enviado à imprensa para comemorar seus 34 anos de história.

 

 

Entre tantos assuntos, o então presidente elencou os serviços prestados, do alcance de números expressivos em atendimento em todos os segmentos de atuação (como a varrição de 108 milhões de m² de vias em apenas um semestre), das reformas de escolas, unidades de saúde e construção de moradias populares, manutenção das vias, pavimentação de ruas, construção de Unidades Básicas de Saúde, Centros Educacionais Unificados, referência para municípios brasileiros no que diz respeito ao beneficiamento de resíduos da construção civil na Usina Recicladora, no Cabuçu, e na utilização de agregados reciclados em serviços e obras de interesse social e do Projeto Piloto de Urbanização Sustentável no Jardim Nova Ponte Alta.

 

 

A Proguaru se propunha à constante revisão de planos, metas e a incansável busca por novas metodologias e tecnologias para descentralizar os trabalhos e ampliar a prestação de serviços, modernizando equipamentos e com planos de expandir os negócios para ampliar a receita da empresa.

 

 

Mas além de um serviço de excelência, a prioridade era valorizar as pessoas que fizeram a engrenagem da empresa girar ao longo desses 42 anos, colocando os mais de quatro mil trabalhadores e trabalhadoras como protagonistas dessa história.
A Proguaru precisa de um plano de recuperação para que sua capacidade seja totalmente aproveitada e não de sua extinção.

 

 

O executivo não pretende recuar diante do fechamento, a pergunta que fica é: por quê?

 

 

 

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