Inclusão de pessoas com deficiência precisa avançar, último Censo diversidade divulgado aponta que apenas 3,6% dos bancári@s são PCDs

A data é comemorada desde 1982 pelos movimentos das pessoas com deficiência, mas foi em 2005 que o  dia 21 de Setembro foi instituído como Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência (PCDs)  através da lei 11.333 e passou a ser celebrado oficialmente com o objetivo de promover a conscientização sobre a qualidade de vida, além de buscar a reflexão sobre a importância da inserção dos PCDs  na política, economia, cultura e, claro, no mercado de trabalho.

 

 

De acordo com a Organização das Nações Unidas, aproximadamente 10% da população mundial tem algum tipo de deficiência, o que justifica a urgente necessidade de colocar em prática os melhores métodos para garantir dignidade para essas pessoas .  “No setor bancário, por exemplo, é preciso avançar muito. Apesar dos esforços das centrais sindicais e da própria categoria, de acordo com o último Censo diversidade divulgado pela Fenaban, apenas 3,6% d@s bancári@s são PCDs, um número baixíssimo e que não reflete a realidade”, explicou Luis Carlos dos Santos, presidente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região.

 

 

O Censo diversidade trata de questões como gênero, raça e orientação sexual e é uma conquista do Comando Nacional e que foi realizado e divulgado em 2008 e 2014, porém os dados compilados pela Fenaban em 2019 e que deveriam ser divulgados em fevereiro de 2020 não estão disponíveis no site da instituição. “A pesquisa constatar onde estão os problemas e procurar soluções para que haja maior equidade no setor, mas sem esses dados em mãos não temos como mensurar a situação”, completou o presidente.

 

 

Bolsonaro ataca direitos dos PCDs –  O teatro foi bem orquestrado, afinal quem não se lembra da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, usando a Língua Brasileira dos Sinais (Libras) na posse de Bolsonaro? Sua atitude foi alvo de elogios, mas o discurso de Michelle não passou de encenação.

 

 

Isso porquê Bolsonaro preparou um ataque aos PCDs e enviou à Câmara o Projeto de Lei (PL) 6.159/2019, propondo alterar a Lei de Cotas (8.213/1991), que é a principal responsável pela presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal no Brasil.

 

 

Na época, o presidente havia pedido urgência para a tramitação do PL, mas a polêmica criada em torno da proposta o fez recuar em 09 de dezembro de 2019, quando a urgência do PL foi retirada.

 

 

Entretanto, o PL não foi retirado e ele aguarda Constituição de Comissão Temporária pela Mesa desde 18 de dezembro de 2019, ou seja, a tentativa de desmonte de todas as conquistas continua. “E é essa a ideologia deste desgoverno: desmontar, colocar os PCDs à margem da sociedade e acabar com as contratações previstas em lei, mas o que esperar de um governo em que o ministro da Educação afirma com todas as letras que as crianças com deficiência atrapalham os seus colegas na escola regular. A era Bolsonaro está entrando para a história como a mais vergonhosa gestão que o Brasil já teve, com pautas excludentes, falas e ações ainda piores”, concluiu Santos.

 

 

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