LER/DORT estão entre as doenças que mais atingem bancári@s no país

Nomes complicados para doenças que assustam, principalmente quando os principais atingidos são bancários e bancárias: Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares (DORT) – e elas também abrangem um significativo grupo de doenças: tendinite, tenossinovite, bursite, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, síndrome do pronador redondo, mialgias e tantas outras que provocam dor, inflamação e alteram a capacidade funcional daquele que atinge. E de acordo com a Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho) a categoria bancária é uma das mais atingidas por essa síndrome com 39 mil afastamentos em 2019.

 

O tema é recorrente entre os profissionais que atuam em bancos – perdendo apenas para doenças psicológicas como a depressão – e a pandemia pode contribuir para o agravamento das lesões. “O home office protege contra o Coronavírus, mas em contrapartida bancári@s trabalham em locais inadequados, internet ruim, com equipamento ineficiente e tudo isso contribui para o desenvolvimento de LER/DORT”, explicou a diretora do Sindicato e secretária de Saúde, Daniela Cucio. E para quem continua na linha de frente os problemas também continuam. “Essa é a segunda doença que mais afasta os trabalhadores/trabalhadoras e não atinge apenas os caixas, mas também os gerentes. Além disso, os bancos não respeitam as pausas e nós não temos ginástica laboral dentro das agências, o que agrava o quadro”, explicou.

 

 

Sintomas – É preciso ficar atento aos sintomas, que abrangem desde dor nos membros, dedos e dificuldades de movimento até formigamento e fadiga muscular. Importante destacar que se a pessoa permanece sentada por oito, dez horas seguidas, as chances são ainda maiores.

 

O tratamento consiste basicamente com uso de anti-inflamatórios e repouso, mas nas fases mais avançadas o uso de corticoides nas áreas comprometidas é indicado. Em casos mais graves, a fisioterapia pode ser recomendada e também intervenção cirúrgica.

 

 

E já que as instituições financeiras, apesar dos lucros, não investe na saúde dos trabalhadores/trabalhadoras, procure manter uma boa postura, com costas apoiadas nos encostos das cadeiras e ombros relaxados. Além disso, de hora em hora, levante-se e dê uma volta para alongar o corpo.

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