Mesmo sob chuva, milhares vão às ruas no 8 de Março e Sindicato participa de ato na Paulista
A diretoria do Sindicato participou, neste domingo (8), do ato em celebração ao Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, realizado na Avenida Paulista, em São Paulo. Mesmo com a forte chuva que atingiu a região durante a tarde, milhares de pessoas permaneceram mobilizadas para denunciar a violência de gênero e defender os direitos das mulheres.
A manifestação reuniu movimentos sociais, entidades sindicais e coletivos feministas em torno de diversas pautas, entre elas o combate ao feminicídio, a ampliação da representação feminina na política, o fim da escala de trabalho 6×1, a defesa da soberania dos povos e a implementação de mais políticas públicas voltadas às mulheres.
Os números da violência de gênero no Brasil reforçam a urgência da mobilização. Em 2025, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio, um aumento de 4,7% em relação a 2024. Desde a criação da lei que tipificou o crime, em 2015, os casos vêm crescendo e já representam um aumento superior a 300% em relação aos primeiros registros. Além disso, 6.904 casos de feminicídio consumado ou tentado foram registrados no último ano, o que significa uma alta de 34% nas tentativas de assassinato em comparação com o período anterior.
A coordenadora do Coletivo de Mulheres do Sindicato, Mônica Regina Arteaga Rodrigues, destacou a importância da presença das trabalhadoras e trabalhadores na mobilização.
“Estar aqui no 8 de Março é reafirmar o compromisso com a vida das mulheres e com uma sociedade mais justa. Lutamos por mais representação feminina na política, pelo fim da escala 6×1, que também impacta profundamente a vida das trabalhadoras, pela defesa da soberania dos povos e por mais políticas públicas que garantam direitos e proteção às mulheres”, afirmou.
O presidente do Sindicato, Wanderley Ramazzini, reforçou que o combate à violência contra a mulher é uma responsabilidade de toda a sociedade, incluindo os homens.
“Hoje, a cada 33 horas, um homem mata uma mulher no Brasil. Isso é inaceitável. Não podemos admitir que essa realidade continue. A luta contra o feminicídio não é apenas das mulheres, os homens também precisam estar nessa batalha, porque são os homens que precisam mudar essa realidade”, destacou.
Ramazzini também ressaltou a importância de ampliar direitos e oportunidades. “Para construirmos uma sociedade justa, fraterna e igualitária, precisamos garantir que todas as mulheres tenham os mesmos direitos e oportunidades. O lugar da mulher é onde ela quiser. Basta de feminicídio”, completou.
A chuva acabou prejudicando a caminhada prevista pela Avenida Paulista, mas não diminuiu a disposição das participantes, que permaneceram firmes no ato.
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