Mobilização contra reestruturação do Banco do Brasil segue a todo vapor; Assembleia decide paralisação programada para dia 10 de fevereiro

Desde que o Banco do Brasil anunciou o desmonte da instituição em janeiro deste ano, o Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região mobilizou-se junto com Sindicatos de todo o país, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec) e bancári@s de sua base para que, juntos, defendam o patrimônio dos brasileiros e brasileiras.

 

A exemplo das mobilizações, nesta sexta-feira, 5, o Sindicato realizará uma assembleia virtual para decidir sobre a segunda paralisação programada das atividades do BB no dia 10 de fevereiro. Além disso, a Fetec também está organizando uma plenária virtual contra a Reestruturação do Banco do Brasil que será realizada nesta quinta, 4, às 19h, com acesso através do  bit.ly/3pODwTe

 

A primeira paralisação programada aconteceu no dia 29 de janeiro e mobilizou postos de atendimento, escritórios e outras unidades do BB em todo o país. Em nossa base, diretoria do Sindicato percorreu agências e dialogou com trabalhador@s sobre o desmonte proposto pelo governo, o objetivo é informar, conscientizar e provocar reflexão.

 

Apenas nos primeiros nove meses de 2020, o BB lucrou mais de R$10 bilhões, valor expressivo para um ano pandêmico. “Todo banco lucra, é um absurdo induzir a população a pensar o contrário. O governo quer desmontar o BB, sobrecarregar os funcionários e funcionárias que ficarem nas agências, prejudicar o atendimento à população e, desta forma, justificar a venda do banco, mas não permitiremos”, pontuou o presidente do Sindicato, Luis Carlos dos Santos.

 

No dia 21 de janeiro, a diretoria marcou presença na agência do Banco do Brasil da avenida Brasil, em Ferraz de Vasconcelos, que consta no plano para encerramento das atividades e dialogou com a população. “O Banco do Brasil está sofrendo um forte ataque deste governo. E o papel social da instituição? 70% dos agricultores familiares são financiados pelo banco, qual banco privado arcará com esse percentual? Estamos aqui para denunciar essa política porca, esse processo de desmonte não passará. Sem resistência, não haverá solução”, relatou João Cardoso, diretor do Sindicato e bancário do BB.

 

O Sindicato também tem marcado presença nos tuitaços realizados por instituições de todo o país com a hashtag #MeuBBvalemais.

 

Entenda a proposta do Banco do Brasil – No dia 11 de janeiro, o BB anunciou um plano de reestruturação que prevê o fechamento de 361 agências e postos de atendimento em todo o país, além de prever o desligamento de cinco mil bancári@s através de um Plano de Demissão Voluntária (PDV).

 

O banco prevê ainda a adaptação no atendimento em 361 cidades, fazendo com que 1,3 milhão de clientes passem a contar com atendimento através de canais digitais do canal Fale.Com.

 

De acordo com os gestores do banco, a reestruturação atenderá o novo perfil dos clientes, já que houve aumento de 273% nos atendimentos via aplicativo e 600 mil demandas através do whatsapp diariamente.

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