Sindicato conquista reintegração de bancária do Bradesco

O Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região conquistou a reintegração de uma bancária demitida pelo Bradesco no final do mês de junho. Fernanda* trabalhava na agência Guarulhos Centro há 15 anos e mesmo com diagnóstico de depressão – doença desenvolvida no período em que trabalhou para a instituição – foi desligada, provando mais uma vez que a responsabilidade social que o banco diz ter fica restrita às propagandas veiculadas na televisão, rádio e internet.

 

 

Após a demissão, a bancária procurou o Sindicato que tentou negociar a recontratação, mas não obteve sucesso, sendo assim a funcionária foi encaminhada ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e as negociações foram retomadas e após 20 dias a reintegração foi conquistada. Fernanda* ficará afastada de suas funções para tratamento até novembro de 2021.

 

 

HistóricoFernanda* trabalha no Bradesco há 15 anos, inclusive foi uma das bancárias que continuou trabalhando presencialmente, o que fez com que se contaminasse duas vezes pelo coronavírus. Por conviver com o pai, também o contaminou e a doença acabou o levou a óbito. “Ela já tinha diagnóstico de depressão e após o ocorrido piorou muito. Como ela mora em Mogi, depois do falecimento conseguimos uma transferência para a cidade, mas como a transferência não foi efetivada, ela continuou filiada ao Sindicato pela agência de Guarulhos”, explicou Daniela Cucio, diretora da secretaria de Saúde do Sindicato e bancária do Bradesco.

 

 

Além do diagnóstico de depressão, a bancária também era obrigada a conviver com constrangimentos e humilhações, o que evidenciou o assédio moral. “Ela era frequentemente chamada de burra pelo gerente geral e foi proibida de lhe dirigir a palavra, mas para desliga-la ele fez questão de sair de Guarulhos para Mogi. Até o segurança da agência fazia brincadeiras de mal gosto devido ao histórico, ela sofreu demais com toda a situação, então sua reintegração é uma vitória para ela e também para nós”, relatou a diretora.

 

 

Assistência pós-demissão – Apesar de a lei não amparar a obrigatoriedade do Sindicato acompanhar o processo de homologação, é direito dos bancários e bancárias obterem assistência neste momento tão delicado. Desta forma, o Sindicato orienta que, em caso de desligamentos, @s bancári@s procurem a instituição para realizar a pré-homologação para que desta forma seja possível verificar a legalidade da demissão e calcular os valores devidos.

 

 

*O nome da bancária foi alterado para proteger sua identidade

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