Sindicato dos Bancários participa e reforça apoio à 20ª Marcha da Consciência Negra em Guarulhos
A diretoria do Sindicato participou nesta quinta, dia 20 de novembro, da 20ª edição da Marcha da Consciência Negra, que este ano trouxe o tema “Guarulhos contra o racismo: pela efetivação das políticas públicas antirracistas”. A atividade marcou o mês da Consciência Negra na cidade e reuniu movimentos sociais, trabalhadores e lideranças do movimento negro.
A marcha saiu da rua Anita Guastinieri, no Centro, percorreu a avenida Mãe dos Homens, seguiu até a praça Getúlio Vargas e encerrou no Calçadão da Dom Pedro II, onde houve apresentação de capoeira, bateria de escola de samba e falas de representantes da luta antirracista.
O diretor Adailton Patrício destacou a importância do ato como momento de celebração, reflexão e, principalmente, de cobrança por políticas públicas que atendam à população negra da cidade.
“Hoje é um dia importantíssimo de reflexão, de denúncia e de cobrança do nosso povo negro. É hora de implementar aquilo que está nas nossas faixas: a efetivação de políticas públicas em Guarulhos que atendam negros e negras da cidade”, afirmou. Ele reforçou a necessidade de o município aplicar a Lei 10.639, que determina o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas, política ainda negligenciada pelo Estado.
Adailton também saudou o compromisso do Sindicato dos Bancários com o debate racial, mesmo em uma categoria majoritariamente branca. “Eu sou exceção, mas a diretoria não se furta desse debate. Saímos recentemente do 8º Fórum Nacional da Visibilidade Negra no Sistema Financeiro, de onde surgiu a Carta de Fortaleza, que cobra dos bancos a contratação de mais trabalhadores negros e negras e oportunidades reais de ascensão.”
O dirigente lembrou ainda que o racismo permanece presente no país, citando o caso recente de uma professora negra aprovada em primeiro lugar na USP, mas impedida de assumir a vaga. “A gente não pode ficar calado. Precisamos estar na rua para denunciar.”
Adailton também comentou vitórias recentes para a classe trabalhadora, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, que passa a valer no ano que vem, e apontou desafios urgentes, especialmente o fim da escala 6×1, que afeta majoritariamente trabalhadores negros. “Isso é resquício de escravidão. Quem trabalha 6 por 1 não tem tempo para família, estudo, lazer ou cultura.”
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