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Sindicato flagra superlotação no Itaú do Centro e alerta para colapso com fechamento de agências

Após denúncia do diretor e bancário do Itaú, Eliano Soares da Silva, sobre a superlotaçao da agência 0046, no Centro de Guarulhos, os diretores do Sindicato Marisol Alves e Adjackson Morais foram ao local e se depararam com uma situação inaceitável de superlotação que reflete a pior face da gestão do banco, flagrando funcionários levados ao limite da exaustão pela sobrecarga de trabalho e clientes aguardando por um atendimento.

Para se ter uma ideia do tamanho do caos, por volta das 12h10 havia 50 senhas de atendimento aguardando por apenas quatro bancários, enquanto no setor de caixas outras 40 senhas se acumulavam para apenas cinco atendentes, um gargalo absurdo que desrespeitava até mesmo o direito legal de prioridade, deixando uma cliente preferencial aguardando desde às 11h44 sem qualquer previsão de atendimento mesmo após as 12h30.

“A agência estava literalmente transbordando de clientes nervosos e os bancários estavam completamente exaustos, tentando dar conta de uma demanda humanamente impossível, o que comprova o total descaso do Itaú com a saúde de quem trabalha e com a dignidade de quem precisa utilizar a agência”, denunciou a secretária de Saúde do Sindicato, Marisol Alves.

Esse cenário de colapso, no entanto, não é um acidente, mas sim a consequência direta e arquitetada do fechamento irresponsável de unidades na base de Guarulhos e Região, já que o banco encerrou recentemente as atividades nas agências 1596, no Gopoúva, e 1622, no Vila Barros, e ainda tem a previsão de fechar mais duas importantes unidades até junho de 2026, que são a agência 6963, no São João, e a 5081, no Bosque Maia. Ao fechar as portas nos bairros, a direção do Itaú joga milhares de contas para as poucas agências sobreviventes da região central, criando uma verdadeira panela de pressão humana que gera adoecimento crônico na categoria e humilhação para a população.

“É revoltante constatar que toda essa precarização acontece em uma instituição que bate recordes de lucratividade a cada balanço, somente nos três primeiros meses de 2026 foram R$12,2 bilhões, mostrando que a matemática do Itaú é desumana: eles somam menos funcionários e menos agências para multiplicar os bilhões nos cofres da diretoria, enquanto a ponta que trabalha e a que consome pagam a conta”, criticou o secretário-geral do Sindicato, Adjackson Morais.

A agressividade dessa política fica ainda mais evidente ao analisarmos os dados nacionais divulgados em março de 2026, que refletem o desmonte acumulado nos doze meses anteriores, um período em que o banco extinguiu 4.620 postos de trabalho, sendo 1.034 vagas cortadas apenas no primeiro trimestre deste ano, e encerrou 360 agências físicas no país, passando a operar com apenas 81.659 empregados no Brasil para dar conta de um oceano de clientes desassistidos.

Quem está na linha de frente sente na pele o peso desse desmonte. Fizemos a denúncia porque é inaceitável ver colegas adoecendo e clientes sendo humilhados para sustentar o lucro bilionário do banco. A categoria não pode se calar”, concluiu Eliano Soares da Silva.


Diante desse massacre físico e mental contra a categoria, o Sindicato repudia o desrespeito contínuo do Itaú e reforça que está à total disposição dos trabalhadores para acolher denúncias e combater essa gestão pautada pelo adoecimento estrutural.

Em caso de denúncias, ligue para o telefone (11) 2440-7888 ou entre em contato diretamente pelo WhatsApp (11) 97643-2611.

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