Sindicato participa de manifestação histórica em defesa da justiça fiscal e da classe trabalhadora
A diretoria do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região marcou presença nesta quinta-feira, dia 10, na maior manifestação de rua realizada no Brasil em 2025, ao lado de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que tomaram as ruas de São Paulo e de outras cidades para exigir um sistema tributário mais justo e para deixar claro que o Brasil é dos brasileiros, uma pátria soberana.
Organizado pela CUT, Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo e diversas entidades sindicais, o ato teve como principal reivindicação a aprovação do projeto de lei que propõe isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de descontos progressivos para quem recebe até R$ 7 mil. O texto prevê ainda o aumento da taxação sobre os super-ricos, com renda anual acima de R$ 600 mil.
A manifestação reuniu figuras públicas como a deputada federal Erika Hilton (PSOL), o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL).
Para o presidente do Sindicato, Wanderley Ramazzini, a participação ativa da categoria é fundamental:
“Os bancários sabem o peso dos impostos no contracheque. Lutar por justiça tributária é lutar por mais dignidade, por mais poder de compra, por mais respeito à classe trabalhadora. É inaceitável que quem ganha salário tenha desconto direto na fonte, enquanto os super-ricos seguem intocados. Estaremos nas ruas sempre que for preciso para mudar isso”, declarou Ramazzini.
O ato ganhou força com a taxação imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao Brasil, elevando para 50% a taxação sobre qualquer produto ou serviço comercializado com o Brasil.
“A taxação imposta por Donald Trump ao Brasil é de uma estupidez avassaladora, com argumentos mentirosos sobre a balança comercial com o Brasil (compramos mais do que vendemos aos EUA), além do argumento político, dos mais toscos que se viu na diplomacia mundial, ao afirmar que retiraria a taxação se o governo brasileiro desse anistia ao Bolsonaro, algo inaceitável e inimaginável vindo de um presidente da suposta maior economia do mundo”, concluiu João Cardoso, secretário de comunicação do Sindicato.
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