Sindicatos de todo o país protestam contra terceirizações propostas pelo Santander

Agências do banco Santander foram alvos de protestos contra as precarizações trabalhistas propostas pelo banco em todo o país. Em Guarulhos não foi diferente, a diretoria do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região esteve na agência 140, Centro, na manhã desta terça, 30, e posicionou-se contra a prática de terceirizações desenfreadas promovidas pela instituição,  que tem criado empresas para realocar bancários e bancárias sem que tenham direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho.

 

 

Trocando em miúdos, os trabalhadores e trabalhadoras continuam exercendo suas funções dentro da agência, mas com registros nestas empresas abertas pelo banco, dessa forma deixam de pagar direitos conquistados pela categoria. “O banco tem readmitido bancários e bancárias demitidos em outras oportunidades através dessas empresas com salários menores e interferindo na organização sindical dos trabalhadores e trabalhadoras, buscando o enfraquecimento da categoria”, explicou o diretor do Sindicato e bancário do Santander, Jessé Costa.

 

As mudanças nada tem a ver com o lucro da empresa, no acumulado de janeiro a setembro o banco espanhol lucrou a bagatela de R$11,4 bi, um aumento de 16,4% em relação ao mesmo período de 2020, o que torna o Brasil a unidade mais lucrativa do banco, tornando-se responsável por mais de 26% do lucro global.

 

O conglomerado tem transferido bancários e bancárias de áreas como o TI, por exemplo, e os realocando em empresas com outra representação sindical. Trabalhadores e trabalhadoras admitidos pela F1rst têm cumprido mais de oito horas de trabalho, com adicional noturno apenas após a meia-noite, sem 13ª cesta, sem vale alimentação, auxílio creche 13,7% menor.

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