Super Caixa decepciona empregados com pagamento de 2025 e novas regras mais restritivas para 2026
A expectativa criada em torno do programa Super Caixa acabou dando lugar a um cenário de descontentamento entre os empregados da Caixa após a divulgação feita pela diretoria em live nesta terça-feira, 17 de março. Em meio à repercussão negativa, a candidata ao Conselho de Administração da Caixa, Fabi Ueahara, realiza nesta terça-feira uma live em seu perfil no Instagram para esclarecer dúvidas sobre as mudanças no Super Caixa e também abordar as eleições para o CA. A transmissão contará com a participação de Sergio Takemoto, Felipe Pacheco, Leonardo Quadros, Joana Lustosa e Fernanda Anjos. Os empregados podem enviar perguntas até às 18h30 por mensagem direta no perfil da candidata.
O anúncio relacionado ao pagamento sobre os resultados apurados em 2025 foi recebido de forma negativa. No ano em que os empregados construíram o maior resultado da história da Caixa Seguridade, o banco decidiu limitar o pagamento das comissões pela venda de produtos. Além disso, a instituição informou que fará, na folha de março, apenas o pagamento do bloco “Sinergia”, deixando o bloco “Conexão” para abril.
A insatisfação também se estende às regras do Super Caixa para 2026, consideradas ainda mais restritivas. A direção do banco ampliou as condições necessárias para que unidades e empregados sejam habilitados ao programa. Agora, além do cumprimento dos indicadores estabelecidos no alcance.caixa, NS e CSAT, o bloco Sinergia, que corresponde às comissões pela venda de produtos, embora seja tratado pela gestão como “premiação”, passa a incluir um novo item: os produtos da Asset. Já o bloco “Conexão”, associado ao que seria o Bônus Caixa, contará com dois novos módulos: experiência do cliente e resultado financeiro.
Outro ponto que gerou forte reação foi a criação de um mecanismo que reduz as comissões a partir da classificação dos empregados em níveis, conforme o número de “dimensões core” atingidas. Caso o trabalhador não alcance todas as dimensões previstas, será aplicado, na prática, um deflator sobre o valor das comissões, diminuindo o pagamento.
A avaliação é de que as mudanças não apenas tornam o programa mais rígido, como também representam uma estratégia para reduzir os valores pagos aos empregados. Ao mesmo tempo em que a direção afirma alinhar o programa à cultura organizacional, na prática, as novas regras são vistas como um desestímulo, ao invés de um incentivo ao desempenho.
Diante desse cenário, cresce a mobilização para que os empregados se manifestem sobre o programa. A proposta é abrir um canal para que opiniões sejam coletadas e encaminhadas à direção da Caixa de forma anonimizada, reforçando a necessidade de que o tema seja debatido em mesa de negociação e que sejam construídas alternativas que reconheçam, de fato, o trabalho realizado pelos empregados.
“Relembrando que esse programa Super Caixa foi instituído pela Caixa sem negociação com o movimento sindical, por isso a importância de que a empresa deixe de ser intransigente e venha a negociar esse bônus com os representantes dos trabalhadores. É importante colocar em ACT para que as regras sejam perenes, negociadas em assembleias, como a PLR, e que atendam a todas e todos empregados Caixa, que constróem diariamente os resultados da instituição”, concluiu Roberto Leite, secretário de Formação e bancário da Caixa.
Com informações da APCEF/SP

