Super Caixa: metas mais duras, menos pagamento e mais impactos na base de Guarulhos e Região
A implementação do Programa Super Caixa, ocorrida em meados de agosto, já traz reflexos concretos para os empregados da Caixa em Guarulhos e Região, especialmente no que diz respeito ao recebimento de comissões e às condições de trabalho.
O programa passou a exigir desempenho superior a 100% no Resultado.caixa, além de, no mínimo, 100% nos indicadores de NS e CSAT/NPS. Na prática, os critérios mais rígidos reduziram consideravelmente o número de trabalhadores aptos a receber a remuneração variável. Soma-se a isso a diminuição da frequência dos pagamentos, que passaram de quatro para apenas duas vezes ao ano, resultando na queda dos valores pagos.
Enquanto as metas se tornaram mais altas e restritivas, o chamado “Super Caixa” virou uma realidade distante para grande parte do corpo funcional, inclusive aqui na nossa base.
Mudanças constantes e insegurança
Não é de hoje que a Caixa vem promovendo alterações estruturais que impactam diretamente a vida laboral dos empregados. É fato que o sistema financeiro passa por um processo acelerado de transformação, no entanto, essas mudanças têm sido implementadas de forma atabalhoada, com montagem e desmontagem de equipes e projetos, além da criação de novas plataformas, como a PJ Digital, acompanhadas de constantes movimentações de pessoal o que resulta em insegurança, sobrecarga e instabilidade.
Ao mesmo tempo em que as estruturas mudam, as super metas seguem pressionando os trabalhadores, sem que haja o devido debate sobre condições reais de cumprimento, quadro de pessoal e impacto na saúde dos empregados.
Em Guarulhos, os problemas se agravam
Quando mudanças são feitas sem negociação prévia com as entidades representativas dos empregados, os problemas acabam “estourando” nas regionais.
Em Guarulhos, enfrentamos desafios específicos, já que a cidade possui sérias dificuldades de mobilidade urbana, sendo cortada pela Rodovia Presidente Dutra, com trânsito intenso e custos elevados de deslocamento, além disso o transporte público é precário e o deslocamento entre regiões é complexo. Ou seja, as possíveis movimentações de pessoal sem diálogo e planejamento adequado geram ainda mais transtornos para os colegas.
Sem um acordo estruturado em âmbito nacional, as dificuldades recaem sobre as gerências médias, que precisam reorganizar quadros às pressas, e sobre o Sindicato, que atua junto a GGs, SEVs e SRs para tentar minimizar conflitos. Falta de pessoal, agências de difícil acesso e desequilíbrio entre regionais são problemas recorrentes.
“Quando a Caixa decide de forma unilateral, os problemas recaem sobre as regionais, sobre as gerências e, principalmente, sobre os empregados. É fundamental retomar o diálogo e respeitar quem está na ponta garantindo o atendimento à população.”, pontuou Roberto Leite, bancário da Caixa e secretário de Formação do Sindicato.
Procure o Sindicato
Diante desse cenário, é fundamental que os bancários e bancárias que se sentirem prejudicados procurem o Sindicato através do telefone (11)2440-7888 ou pelo whatsapp (11)97643-2611, onde os diretores estão à disposição para orientar, esclarecer dúvidas e buscar soluções para reduzir os impactos dessas mudanças.


