Um ano após deslizamento em aterro, população do Cabuçu e região ainda sofre as consequências da incompetência da Prefeitura

Um ano se passou desde o fatídico 28 de dezembro de 2018, quando parte do aterro sanitário da Quitaúna, no bairro do Cabuçu e vizinho ao Rodoanel, sofreu um deslocamento que deixou grande parte do lixo exposto, provocando forte cheiro na região e risco de contaminação da população.

 

Um ano em que as famílias que residem na região do incidente dividem a vizinhança com o odor que se alastra pelos bairros vizinhos, como Continental, Vila Galvão, Jardim Adriana, Recreio São Jorge e outros.

 

No início de 2018, a Prefeitura aplicou um inibidor de odor na tentativa de amenizar os efeitos dos resíduos orgânicos em decomposição, o que não adiantou. Em nota ao jornal Guarulhos Hoje, a Secretaria de Serviços Públicos informou que ‘não existe odores no Aterro Sanitário’.

 

 

A posição dos governantes municipais só prova que eles não visitam o local, já que o mau cheiro é facilmente constatado por qualquer um que viva na região e que precisa manter as janelas fechadas para que os insetos não invadam suas residências, tanto é que nem a página oficial criada para publicar as informações sobre o Aterro – e amplamente divulgada – funciona (https://www.guarulhos.sp.gov.br/…/aterro-sanit%c3%a1rio-de-…).

 

No dia 11 de janeiro, um funcionário identificado como Jaime Santos fez um vídeo informal – e não divulgado oficialmente pelos canais da Prefeitura -, onde um biólogo que se identifica apenas como “Erickson” contradiz a nota da Secretaria de Serviços Públicos e diz que sim, os moradores do bairro podem sentir o cheiro dos dejetos “dependendo das condições climáticas e da direção do vento”.

 

O biólogo afirma também que os gestores do aterro estão executando a retirada do material e transferindo o lixo para o aterro particular da Veolia e que o trabalho de jogar detergente no local é feito duas vezes ao dia, em média.

 

Fato é que associações, sociedade civil e também uma comissão de vereadores acompanham a questão do aterro desde o dia do acidente e há um ano o silêncio é a via de regra para esse caso. Agora, um funcionário utiliza as redes sociais para dar “satisfação” à população, informa sobre um laudo e que estão mexendo no local.

 

 

As perguntas que ficam no ar são: Por que o laudo não foi apresentado à comissão de vereadores? Por que a Prefeitura não vem à público fornecer explicações oficiais para a sociedade? E sobre o novo aterro, qual o andamento do processo? Fica aí o questionamento.

 

 

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