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Em duas reuniões, Sindicato e Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, discutem com o banco o fechamento de agências e manutenção de empregos

Em reunião realizada nesta quarta-feira, dia 13 de maio, com o Gerente Regional do Santander, Danilo Carvalho, os dirigentes sindicais Jessé Costa, Márcio Augusto de Lima e Fábio Rodrigues buscaram posicionamentos sobre o encerramento das atividades da agência Bonsucesso e a fusão da unidade do Shopping Internacional.

Durante o encontro, os representantes dos trabalhadores questionaram os motivos dos fechamentos e a gestão regional justificou as medidas com base no avanço tecnológico e na suposta desnecessidade de unidades físicas, argumento rebatido pelos diretores, que citaram a sobrecarga das unidades remanescentes e as dificuldades que parte da população tem em utilizar os canais digitais.

“Nossa prioridade absoluta com este diálogo foi garantir que nenhum trabalhador seja prejudicado por decisões estratégicas do banco, por isso, defendemos que as vagas sejam preservadas, pois o avanço tecnológico não pode servir de pretexto para o corte de postos de trabalho”, afirmou Jessé Costa.

Mesmo reconhecendo os limites de atuação do Gerente Regional, neste encontro, foram garantidos compromissos importantes:

  • Garantia de Emprego: Nenhum funcionário será demitido exclusivamente pela fusão das agências e que a realocação buscará proximidade com a residência dos bancários.
  • Reforço nas Unidades: A agência Guarulhos (140) receberá reforço administrativo para absorver a demanda do Shopping Internacional, e a unidade Presidente Dutra está sob estudo para também receber novos funcionários.

Simultaneamente, na sede da Contraf-CUT, a COE – Comissão de Organização dos Empregados, discutia com a direção do banco os mesmos problemas detectados em Guarulhos, que se repetem no cenário nacional. O banco encerrou 575 unidades em 2025 e já fechou mais 63 no primeiro trimestre de 2026. Além dos fechamentos, a pauta nacional reforçou os pontos defendidos pelos dirigentes à nível local.

Outros pontos abordados foi o uso do NPS (indicador de satisfação do cliente) para fins de remuneração variável, uma vez que as filas geradas pelo próprio encerramento de agências acabam prejudicando as notas dos bancários e a tentativa do banco de impor acordos individuais para funcionários considerados “hipersuficientes”, medida que foi alvo de protestos e resultou no compromisso do Santander em suspender a aplicação desses termos até uma análise jurídica final.