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Sindicato soma forças com bancários em Dia Nacional de Luta pelo Saúde Caixa

Empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal realizaram um Dia Nacional de Luta em defesa do Saúde Caixa e por melhores condições de trabalho, com atividades em agências e unidades administrativas por todo o país. Em Guarulhos, a diretoria do Sindicato promoveu uma atividade na agência 250, localizada no cruzamento da avenida Tiradentes com a avenida Salgado Filho, no Centro da cidade, para marcar o lançamento da campanha “Saúde Caixa Sem Teto”, que denuncia os impactos do limite de 6,5% da folha salarial imposto pelo estatuto do banco para os gastos com a assistência médica dos trabalhadores.

Em conversa com os bancários na agência, os diretores explicaram que esse teto de custeio ameaça a sustentabilidade do plano e quebra o modelo previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), no qual a Caixa deveria arcar com 70% das despesas e os empregados com 30%. Por conta da limitação imposta em 2018, o repasse do banco vem caindo e a divisão real já se aproxima de meio a meio, sobrecarregando financeiramente os usuários. Além da pauta da saúde, os atos apontaram problemas graves nas agências, como falta de pessoal, metas abusivas, infraestrutura precária, falta de transparência no programa de remuneração variável e estratégias que visam enfraquecer os direitos pós-emprego para pavimentar o fatiamento do banco público.

O secretário de Formação do Sindicato e bancário da Caixa, Roberto Leite, explicou que o movimento atual é uma antecipação necessária devido às barreiras impostas pela direção do banco nas mesas de negociação, que até o momento não cumpriu nenhuma das datas do Grupo de Trabalho (GT) do Saúde Caixa. Ele alertou que o banco insiste em propor modelos baseados em faixas etárias e estudos mercadológicos que desfiguram a assistência.

“Precisamos de muita mobilização para defender o Saúde Caixa no formato que nos interessa: solidário e mutualista. Para isso, temos que derrubar o teto de 6,5% da folha colocado pela Caixa em 2018, que reduz cada vez mais o repasse do banco e nos obriga a arcar com a maior parte dos custos. Defender o plano e a Funcef neste momento é defender o patrimônio público, que é nosso e da sociedade”, afirmou o dirigente.

Diante do travamento das negociações, Roberto convocou os trabalhadores a intensificarem o tom das manifestações nas agências e ressaltou que a categoria deve ficar atenta aos próximos chamados do Sindicato, que incluirão dias específicos de protesto com o uso de roupas pretas ou brancas, reuniões frequentes nas unidades e ações de atraso na abertura das agências para pressionar o banco a negociar de forma justa.

Por fim, o dirigente aproveitou o espaço para responder a dúvidas locais e esclarecer que convênios que utilizam a rede credenciada do Saúde Caixa por outros órgãos geram receitas de taxa de administração e não trazem despesas ou prejuízos para os trabalhadores da instituição. Ele informou ainda que as entidades representativas continuam buscando alternativas para fortalecer a assistência e reduzir custos médicos gerais, o que inclui estudos para a futura integração das redes de atendimento do Saúde Caixa com a Cassi, do Banco do Brasil.

Campanha Salarial no horizonte

A mobilização em defesa do Saúde Caixa também serve de termômetro para os debates gerais da categoria, que entra agora em período de negociações econômicas e sociais. O presidente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região, Wanderley Ramazzini, explicou que o ato na agência abre um calendário intenso de debates que vai definir os rumos das reivindicações do setor frente aos bancos.

“Nosso propósito é dar início à Campanha Salarial deste ano. Teremos vários encontros específicos de trabalhadores da Caixa, do Banco do Brasil e dos bancos privados, além das nossas conferências estadual e nacional, onde vamos consolidar as propostas que serão apresentadas aos banqueiros. Esta atividade de hoje é o começo: uma ação essencial de mobilização, conscientização e orientação”, concluiu Ramazzini.

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