DESTAQUENotícias

Tragédia anunciada? Reservatório da Sabesp em construção se rompe em Mairiporã e deixa um morto e sete feridos

O rompimento de um reservatório de água da Sabesp, ainda em fase de construção, provocou uma tragédia na manhã desta quarta-feira, dia 11 de março, no bairro Capoavinha, em Mairiporã, na Grande São Paulo. O acidente deixou uma pessoa morta, sete feridas e causou destruição em residências e veículos da região.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, o reservatório se desprendeu por volta das 11h, liberando um grande volume de água que avançou sobre casas próximas. Pelo menos três residências foram atingidas e cerca de dez veículos ficaram danificados.

O Corpo de Bombeiros mobilizou 13 viaturas para atender a ocorrência e equipes prestaram socorro às vítimas, todas moradoras das casas atingidas pela força da água. Equipes continuam no local realizando buscas e avaliando possíveis riscos estruturais ao mesmo tempo em que técnicos da Defesa Civil também avaliam os danos provocados pelo acidente.

Em nota, a Sabesp informou que lamenta profundamente o ocorrido e confirmou a morte de um trabalhador da obra. A companhia afirmou que mobilizou equipes operacionais, de assistência social e de atendimento emergencial para apoiar as vítimas e moradores afetados.

O episódio, no entanto, traz de volta os debates sobre a gestão do serviço de água no estado de São Paulo. Desde a privatização da Sabesp, conduzida pelo governador Tarcísio de Freitas, moradores e entidades têm relatado aumento nas tarifas, cobrança indevida de serviços e queda na qualidade do atendimento.

De acordo com João Cardoso, secretário de Comunicação do Sindicato, que também é morador de Mairiporã, a população local tem manifestado preocupação com a situação.

“Desde a privatização da Sabesp pelo governador Tarcísio, a população vem reclamando da queda na qualidade dos serviços, do aumento abusivo na conta de água e da cobrança indevida de rede de esgoto. Agora acontece essa tragédia, que esperamos não ter sido resultado de negligência ou de contenção de custos visando apenas o lucro”, ponderou.

Diante do cenário, surgem perguntas inevitáveis: o rompimento poderia ter sido evitado? Houve falha de engenharia ou de fiscalização na obra? A busca por redução de custos pode ter comprometido padrões de segurança?

O Partido dos Trabalhadores de Mairiporã emitiu uma nota para cobrar das entidades e autoridades competentes uma “investigação rigorosa sobre as causas do acidente e a imediata prestação de assistência às vítimas e suas famílias, além da adoção de medidas efetivas para que tragédias como essa nunca mais se repitam no município”.

Enquanto as causas da tragédia ainda são investigadas, moradores de Mairiporã lidam com os prejuízos e com o impacto que o incidente causou à cidade.

crédito vídeo: tiktok @factualnoticiasoficial

 

 
 
loading