21 de março: Dia Internacional Contra a Discriminação Racial

O dia 21 de março ficou marcado pelo fatídico protesto de 1960, em Sharpeville, na África do Sul, onde a polícia abriu fogo contra o grupo pacífico de manifestantes e dizimou a vida de 69 pessoas e ferindo outras 186.

Mais de 20 mil ativistas protestavam pacificamente contra a “Lei do Passe”, uma das arbitrariedades do regime de apartheid, e que obrigava a população preta a usar um cartão que determinava os lugares onde poderiam circular na cidade.

A chacina ficou conhecida como o Massacre de Sharpeville e apenas 16 anos depois, em 1976, a Organização das Nações Unidas determinou o dia 21 de março como mais um dia para combater o racismo em todo o planeta.

O apartheid foi um regime de segregação racial adotado na África do Sul até 1994 e os direitos da maioria dos habitantes (pretos) eram praticamente inexistentes e controlados pela minoria branca.

Infelizmente ao longo a história, o planeta foi testemunha de tantos outros casos como o massacre de Sharpeville: recentemente o assassinato de George Floyd por um policial branco, nos Estados Unidos; e no Brasil podemos destacar o caso do João Alberto Silveira, executado por seguranças dentro do Carrefour.

E os dados gerais são alarmantes: das vítimas de intervenções policiais que resultaram em morte em 2019, 79,1% eram pretas e pardas, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020.

No total, 6.375 mortes decorrentes de intervenções policiais foram contabilizadas. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 determinou que a prática de atos de racismo seja considerada crime imprescritível e inafiançável, sujeitando o criminoso à pena de reclusão, mas a realidade não condiz com a lei.

“E diante de um governo que tem desmontado todas as conquistas, é preciso reunir todo os esforços para avançarmos nas políticas públicas e frear a destruição. Nós somos 54% da população, é urgente diminuir as desigualdades e acabar com o genocídio dos preto e pretas nesse país”, explicou o presidente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região, Luis Carlos dos Santos que também citou a importância das cotas no ensino superior e na administração pública.

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