João Dória é condenado por pintar grafite inaugurado por Haddad de cinza

Antes tarde do que nunca. O governador João Dória (PSDB) e a Prefeitura de São Paulo foram condenados a pagar uma indenização de R$782 mil pela remoção dos painéis grafitados na avenida 23 de Maio, durante a gestão de Haddad.

 

O juiz Adriano Marcos Laroca entendeu que Dória, então prefeito da Capital, atacou o patrimônio cultural ao remover os murais sem a anuência do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo, o Conpresp e, em sua decisão, considerou que o conselhou também se omitiu. Por este motivo, André Sturm, ex-secretário de Cultura, é co-réu no processo.

 

O magistrado também considerou censura a substituição das obras por jardins verticais, rejeitando as teses de que os grafites eram temporários e não estariam sob proteção do patrimônio cultura, sendo classificados como “poluição visual”. “Por absurdo, imagina se outra parcela da sociedade paulistana desgostar da arquitetura brutalista do MASP (patrimônio cultural material), projeto da arquiteta ítalobrasileira Lina Bo Bardi. Como usuários de ônibus que trafegamos pela Avenida Paulista, em respeito à nossa liberdade de não ver tamanha fealdade, exigimos que se apague o MASP da paisagem urbana!”, escreveu.

 

A remoção aconteceu logo que Dória assumiu a gestão da Prefeitura e decidiu vestir-se como funcionários que prestam serviços gerais para ganhar a simpatia da população. O mural, que tinha mais de 5 quilômetros de extensão, trazia pinturas assinadas por mais de 200 artistas e foi totalmente coberto de cinza.

 

Acompanhe a íntegra da decisão do magistrado no link abaixo https://bit.ly/2T3aC5r

 

 

 

 

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