Lei Maria da Penha completa 12 anos com crescimento da violência contra a mulher

O dia é 22 de julho e a advogada Tatiana Spitzner chega de carro ao seu prédio já sendo agredida pelo companheiro Luis Felipe Manvaler. Em 20 minutos, Tatiana leva tapas no rosto, golpes conhecidos como “mata-leão”, corre na tentativa de escapar, é pega e colocada no elevador, de onde é tirada a força pelo marido. Gritos de socorro em vão, momentos depois Tatiana é arremessada do 4º andar e, como se não fosse suficiente, tem o corpo levado de volta ao apartamento por Manvaler, numa frieza incontestável.

 

Esse é apenas um dos casos registrados no país, onde a violência contra a mulher cresceu 12% em um comparativo entre os anos de 2016 e 2017, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), saltando de 402.695 para 452.988 casos nos tribunais estaduais de justiça de todo o país. A Lei 11.340 de 2006, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, completa doze anos nesta terça-feira, dia 7, com o aumento de queixas registradas, mas sem inibir os agressores.

 

Em Guarulhos a realidade não muda. De acordo com números da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, os dados do “Mapa da Violência” apontam que, pelo segundo ano seguido, a região do Pimentas e Bonsucesso apresentam os maiores índices de registros de violência contra a mulher, somando 19 dos 34 homicídios ocorridos em 2017, além de somarem 17% dos outros crimes contra as mulheres (lesão corporal, calúnia, difamação, ameaça, estupro e outros). O número total de crimes registrados em 2017 foi superior ao ano anterior: 7.582 contra 7.546. Apenas no 1º semestre de 2018 já foram registrados 4.068 casos “Nós sabemos que esse número é ainda maior, mas que nem todas as mulheres prestam queixas contra seus agressores. Elas precisam denunciar, mas precisamos de contrapartida para que sejam amparadas e não virem apenas estatística para o Estado, em Guarulhos existe apenas uma delegacia da Mulher, que é longe dos bairros onde a maioria dos casos ocorre e não funciona aos finais de semana”, relatou Silvana Kaproski, diretora do Sindicato.

 

 

Mulheres violentadas devem procurar apoio – As cidades que compõem a base do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região contam com serviços sociais que visam apoiar mulheres vítimas de violência.

 

Guarulhos

Asbrad (Associação em Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude – Telefone 2409-9518

Casa das Rosas, Margaridas e Beths – Centro de Referência em Atendimento às Mulheres em Situação de Violência Doméstica – Telefone 2469-1001/2441-0019

CRAS – Centro de Referência em Assistência Social – Telefone 2087-7400

Mairiporã

Secretaria de Assistência Social – Tel: (11) 4604-4888

Itaquaquecetuba

Secretaria de Desenvolvimento Social – (11) 4647-0155 / 4732-2840

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