Mulheres: a luta por reconhecimento, contra a violência e o feminicídio

Março é o mês das Mulheres, mês onde comemora-se o Dia Internacional das Mulheres – 8 de março – em memória das 130 operárias que foram carbonizadas dentro de uma fábrica têxtil por protestarem contra jornadas de trabalho abusivas, salários medíocres e a reivindicação contra o trabalho infantil. Graças às mulheres que engajaram-se na luta por melhores condições de trabalho, muitas conquistas foram alcançadas, mas a luta é árdua e diária, principalmente contra desigualdade salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função e também contra a violência à mulher, seja no ambiente de trabalho ou fora dele.

 

Brigas, estupros, insultos, assassinatos, o afastamento compulsório da família e dos amigos. A cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal no Brasil, de acordo com a última edição do Mapa da Violência (2015). Número que não para de crescer são os das mulheres assassinadas, são 13 por dia e cerca de 30% são vítimas de seus cônjuges, ex-cônjuges ou “admiradores” que não admitiram uma rejeição.

 

Outro dado que preocupa e choca é o índice de estupros. Dados do 11º Anuário Brasileiro de Segurança, divulgado ano passado, mostram que em 2016 foram 135 estupros e 12 assassinatos por dia. Ao todo 5.190 mulheres morreram no Brasil, uma a cada duas horas, e somente 533 casos foram classificados como feminicídio.

 

Em Guarulhos os números também assustam. Uma a cada 100 mulheres passaram por algum tipo de violência na cidade, e este é apenas o número das mulheres que tiveram coragem de denunciar seus agressores, de acordo com levantamento realizado nos primeiros sete meses de 2017.

 

Dados subestimados – Apesar dos números alarmantes, é importante ressaltar que as estatísticas não projetam a realidade das mulheres brasileiras, tendo em vista que grande parte não registra a violência sofrida, seja por medo, seja por vergonha, seja por acreditar na incapacidade da Justiça em protegê-las de seus agressores.

 

Todo o histórico evidencia a necessidade da discussão de gênero, combate ao racismo e apoio às lutas das mulheres, mas com o governo ilegítimo de Michel Temer essa é uma realidade cada vez mais distante, pois junto à sua base aliada reacionária o caminho traçado é o contrário das necessidades das mulheres. Prova disso é o projeto Escola Sem Partido, que tem o objetivo de travar a discussão nas escolas, manipular a cabeça dos brasileiros e prevalecer os discursos machistas enraizados na sociedade.

 

Mulheres violentadas devem procurar apoio – As cidades que compõem a base do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região contam com serviços sociais que visam apoiar mulheres vítimas de violência.

 

Guarulhos

Asbrad (Associação em Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude – Telefone 2409-9518

Casa das Rosas, Margaridas e Beths – Centro de Referência em Atendimento às Mulheres em Situação de Violência Doméstica – Telefone 2469-1001/2441-0019

CRAS – Centro de Referência em Assistência Social – Telefone 2087-7400

Mairiporã

Secretaria de Assistência Social – Tel: (11) 4604-4888

Itaquaquecetuba

Secretaria de Desenvolvimento Social – (11) 4647-0155 / 4732-2840

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