Passa boi, passa boiada: a destruição do meio-ambiente é plano do governo Bolsonaro

O Brasil não tem o que comemorar neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 05 de junho. Não é segredo para ninguém que o governo Bolsonaro tem o objetivo de acabar com reservas indígenas, entregar terras para grileiros através de Projetos de Lei absurdos e nenhuma política para evitar o desmatamento, que em abril foi o maior dos últimos 10 anos, com 529km² de floresta amazônica derrubada, um aumento de 171% em comparação ao mesmo período do ano passado , um prejuízo incalculável para o planeta.

 

O próprio ministro da pasta, Ricardo Salles, disse na já famosa reunião ministerial, divulgada em 22  de maio, que a pandemia era uma ótima cortina de fumaça para que projetos contra a preservação da natureza fossem aprovados sem que a mídia desse a atenção merecida por conta das mortes e do número de doentes. ” precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de COVID e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas. De IPHAN, de ministério da Agricultura, de ministério de Meio Ambiente, de ministério disso, de ministério daquilo. Agora é hora de unir esforços pra dar de baciada a simplificação, é de regulatório que nós precisamos, em todos os aspectos”. 

 

E seus objetivos têm sido contemplados com a devastação ambiental jamais vista e com a invasão de terras por grileiros, madeireiros e também pelo garimpo ilegal, que age com a certeza da impunidade, já que Bolsonaro desmontou órgãos de fiscalização e afrouxa normas de proteção de áreas de preservação e terras dos povos indígenas, uma tragédia anunciada.

 

Mobilização– A mobilização para que a destruição cesse tem acontecido através da reunião da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), partidos políticos e Organizações Não Governamentais (ONGs) que entraram com três ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Justiça Federal para questionar as atitudes e omissões do Ministério do Meio Ambiente.

 

A ofensiva jurídica foi baseada em documentos e, entre outras ações, pede a anulação de uma norma que libera exportação de madeira retirada das florestas brasileiras sem fiscalização. Além disso, o governo é acusado de omissão e, por este motivo, é solicitada a retomada do investimento para preservar o meio ambiente, como Fundo Amazônia e Fundo Clima.

 

Por incrível que pareça, o presidente se manifestou neste Dia Internacional do Meio Ambiente em seu twitter para dizer que o Brasil é o país que “mais preserva o meio ambiente no mundo. Injustamente o mais atacado”.

 

 

 

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