Delegado Sindical, o que é?

O Delegado Sindical é o representante da categoria em seu local de trabalho, fundamental na organização da luta e na mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras e, não por acaso, as maiores conquistas bancárias aconteceram nesses momentos. Esse é, portanto, o primeiro elo entre a categoria e o Sindicato e é eleito por seus próprios pares para representa-los diante das mais variadas demandas, entre elas o debate das questões trabalhistas e a ponte que leva a opinião dos colegas ao Sindicato e vice-versa.

 

O eleito ou a eleita tem o dever de se manter atuante e em contato permanente com os bancários e bancárias de sua agência, além de discutir e organizar as reivindicações, manifestações, críticas e sugestões para a melhoria das condições de trabalho, encaminhando-as ao Sindicato, que atuará em benefício coletivo.

 

Durante seu mandato, o Delegado não pode ser transferido do seu local de trabalho, salvo por iniciativa própria ou mediante negociação e tem garantida a estabilidade no emprego durante até um ano após o término de sua representação.

 

O papel do Delegado Sindical

 

Um de seus principais papéis é manter o vínculo com a entidade sindical de sua base e desenvolver suas atividades de maneira independente da classe patronal, do Estado, do Governo, dos partidos políticos, dos credos religiosos e de agrupamentos de natureza não-sindical, respeitando a pluralidade e a diversidade existentes dentro de seu grupo.

O Delegado Sindical deve verificar com assiduidade se o banco está em cumprimento com os acordos, convenções, contratos coletivos, decisões normativas e, em caso de disparidade, intervir e denunciar as questões ao Sindicato. Além disso, é sua função encaminhar as deliberações dos trabalhadores e trabalhadoras dos fóruns legítimos do Sindicato, como por exemplo assembleias, congressos e conferências.

 

A história do Delegado Sindical

 

Foi a luta Sindical que garantiu a liberdade para que os bancários e bancárias pudessem se organizar por local de trabalho e fundamental para ampliar as conquistas. No início dos anos 80, com a abertura política e a retomada do Sindicato, os bancários iniciaram um período de grandes greves, que ampliaram seus direitos e conquistas, principalmente em 1985.

 

Nessa época, os banqueiros e o Governo Federal perceberam a importância dos Delegados Sindicais nessas organizações e começaram a persegui-los e já no final da década, os Sindicatos deixaram de fazer eleições para preservar os militantes.

 

O governo de Fernando Collor marcou o início do declínio da ação do representante sindical de base, que se estendeu por toda a era Fernando Henrique Cardoso. Após um período de resistência, nos anos 90, os Delegados Sindicais voltaram com toda força no primeiro mandato de Lula, em 2003, no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal.

 

Mais informações, favor solicitar pelo e-mail delegadosindical@bancariosdeguarulhos.com.br

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