Nem lucro bilionário faz com que gestores do BB deixem de perseguir bancários e bancárias da instituição financeira

Os números não mentem. O Banco do Brasil divulgou esta semana que o lucro da instituição em 2017 bateu a casa dos R$11,1 bilhões, um valor 55% maior do que o registrado em 2016, fato que não impediu que seus gestores deixassem de perseguir bancários e bancárias que conseguiram manutenção salarial através de decisão judicial.

 

 

De acordo com Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), a diretoria das agências convocam funcionários e funcionárias em salas reservadas e os forçam a aceitar novos cargos com redução salarial, mesmo quando esses mesmos trabalhadores já provaram na justiça que houve erro do BB e conquistaram manutenção de seus salários por decisão judicial.

 

 

Ainda de acordo com Nascimento, as assessorias jurídicas regionais do próprio banco têm sido contrariadas com as atitudes tomadas por gestores de diversas agências espalhadas pelo Brasil. que burlam uma decisão da Justiça para descomissionar funcionários e funcionárias sem nenhuma justificativa.

 

 

“A arbitrariedade da direção do banco é para implementar à força um plano de funções mal elaborado que tornou o BB a única empresa em que o funcionário sobe de cargo e seu salário é reduzido. Se tivesse negociado o plano de funções, não teria tanta ação judicial o questionando. Inconformado com as decisões judiciais em favor dos funcionários, o banco abusa do assédio e da força para aumentar o lucro reduzindo o salário de quem produz o ganho da empresa”, criticou o coordenador da CEBB.

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