Outubro Rosa: diagnóstico precoce do câncer de mama eleva chances de cura em até 95%

Outubro é o mês escolhido em todo o mundo para alertar mulheres dos quatro cantos do planeta sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do Câncer de Mama, que elevam as chances de cura a até 95% dos casos, de acordo com artigo publicado pelo hospital A. C. Camargo, especializado no tratamento oncológico.

 

 

Apesar de movimentar o mês de outubro e provocar uma necessária reflexão sobre o assunto nos últimos anos, o “Outubro Rosa” nasceu apenas na década de 90 nos Estados Unidos e só chegou ao Brasil em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera foi iluminado com luzes cor de rosa, ganhando força nos anos seguintes com a expansão da Internet e das redes sociais.

 

 

Infelizmente é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e, no Brasil, o número de mortes permanece em alta, isso porquê cerca de 35% das pacientes descobrem a doença tardiamente, quando o câncer já sofreu metástase e atingiu outros órgãos.

 

 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o Inca, em 2021 estima-se que mais de 66 mil mulheres serão diagnosticadas com câncer de mama, uma taxa de incidência de casos a cada 100 mil pessoas.

 

 

Por isso é importante que haja políticas públicas de incentivo à realização anual do exame de mamografia, orientações sobre autoexame e, o mais importante, oferecer meios para que as mulheres realizem seus exames preventivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sem que seja preciso enfrentar uma espera de meses por um encaixe. “E o mais alarmante é que por conta da pandemia o número de mamografias caiu muito em relação ao ano de 2019 e com isso muitos diagnósticos deixaram de ser feitos, não se viu nenhuma campanha do governo Federal para incentivar a realização de exames, saúde é essencial”, explicou a diretora do Sindicato e secretária de Comunicação do Sindicato, Silvana Kaproski.

 

 

As mamografias realizadas na rede pública por mulheres acima dos 40 anos diminuiu 42% em 2020, se compararmos com o anterior, caindo de 1.948.471 em 2019 para 1.126.688 no ano em que a pandemia começou, de acordo com estudo publicado pela revista Saúde Pública.

 

 

Prevenção – fazer exames periódicos e levar uma vida com hábitos saudáveis são fatotes que reduzem a mortalidade por câncer de mama. “De acordo com o Inca, se a mulher for adepta de uma alimentação legal, não fumar e praticar atividades físicas, o risco de desenvolver o câncer de mama cai em até 28%”, relatou a diretora e secretária de Saúde, Daniela Cucio.

 

Conheça alguns hábitos que podem contribuir com a redução de até 28% do risco de desenvolver a doença:

 

* não fumar

 

* manter um peso corporal dentro dos limites impostos pela Organização Mundial de Saúde

* não beber nada alcoólico

 

* não usar hormônios sintéticos

* ingerir frutas, verduras e legumes

“Mas é importante reforçar que a realização de exames para prevenção e diagnóstico precoce não são substituídos por essas atitudes. Elas são importantes, porém é preciso que haja mapeamento anual para garantir a saúde”, concluiu Daniela.

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