Sindicato se reúne com a Superintendência Regional – Guarulhos para discutir reestruturação do Santander

No mesmo dia em que boa parte dos funcionários do Santander participaram do “Café com Rial”, onde o presidente do Banco se propôs a mostrar as vantagens que virão com a reestruturação de cargos e atendimento do banco, o Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região esteve reunido com o superintendente Regional – Guarulhos, Luís Carlos Martins Pereira, para expor as preocupações e incertezas dos bancários com a proposta do banco.

 

Segundo o Superintendente, no que se refere ao cronograma de implantação, a unificação dos cargos será imediata, porém será necessário que as agências passem por reformas para a implantação completa e isso levará algum tempo. A previsão é que as primeiras agências a passar por reforma sejam Getúlio Vargas, que será transformada em Posto de Atendimento, Bom Clima, Bosque Maia e Vila Nova Galvão. “Nossa preocupação é que esse discurso de modernidade esteja sendo usado para esconder os verdadeiros objetivos dessas mudanças, ou seja, o aumento das metas abusivas e redução do número de funcionários” diz Jessé Costa, diretor do Sindicato e funcionário do banco. Ainda nesse ponto, o Sindicato deixou claro que não concorda com a retirada das portas de segurança como proposto no novo lay-out das agências ou PA. “Não é possível que com a desculpa de agilização do atendimento se exponha clientes e funcionários ao perigo”, reforça Jessé.

 

Outro ponto que tem preocupado a categoria é a cobrança pela certificação de CPA 10 (Certificação Profissional ANBIMA), já que praticamente todos os funcionários passaram a ser Gerente de Negócios e Serviços, com a unificação dos cargos de caixa, agente comercial, coordenador e gerente de pessoa física. O superintendente garantiu que não haverá exageros na cobrança pela certificação. “A Resolução Nº 3158 do Banco Central garante que na mudança de atividade o bancário tem um ano para se habilitar para o exercício da nova atividade. O Banco Santander não pode estar acima da lei e exigir prazo diferente do que determina a resolução”, explica Marcio Augusto de Lima, também diretor e funcionário do Santander.

O importante é que todos os funcionários do Santander que se sentirem ameaçados ou prejudicados com as mudanças procurem o Sindicato e participem solidariamente da luta coletiva para a solução desses problemas.

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