Bancos ignoram pauta de reivindicações e frustram debates com Comando Nacional dos Bancários

A expectativa de que os bancos assinariam um pré-acordo para garantir os direitos dos bancários e bancárias de todo o país não concretizou-se. Em reunião realizada no dia 28 de junho para discutir a primeira rodada de negociações da Campanha 2018, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) frustrou os debates com trabalhadores e trabalhadoras de todo o país que compõem o Comando Nacional dos Bancários.

 

A esperança é a de que os bancos sinalizassem a manutenção do vale refeição, vale alimentação, auxílio-creche/babá, licença-maternidade de seis meses e da licença-paternidade de 20 dias, entre outros benefícios, nesta primeira reunião, mas não houve sequer resposta à pauta entregue no dia 13 de junho. “Apesar de sabermos que esta será uma das campanhas salariais mais difíceis que já enfrentamos, o Comando alimentava a expectativa de conquistar um pré-acordo, o que não aconteceu. Pior que isso, a Fenaban não garantiu o respeito à ultratividade, temos que nos preparar para uma grande batalha”, explicou o presidente do Sindicato dos Bancários de Guarulhos e Região, Luis Carlos dos Santos.

 

A luta é pela manutenção dos direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) – que expira em 31 de agosto – e pela reposição da inflação do período mais aumento real de 5%. Por este motivo que a ultratividade é prioridade, principalmente diante das novas leis trabalhistas, elaborada por empresários e banqueiros, que retira direitos e lesa os trabalhadores. “Essa posição dos bancos só confirma a importância de unirmos pela defesa da CCT e de nossos direitos. Vamos à luta”, concluiu o presidente.

 

O Comando se reunirá novamente com a Fenaban no dia 12 de julho, mas no dia 5 acontece o Dia Nacional de Luta em Defesa dos Bancos Públicos e, no dia 11 de julho, o Dia Nacional de Luta em Defesa da CCT e dos direitos da categoria. Os bancários e bancárias devem usar as hashtags #TodosPelosDireitos e #AssinaFenaban, para pressionar os bancos também pelas redes sociais.

 

Financiários têm garantia de resposição da inflação e ultratividade da CCT – As negociações entre a federação patronal e os representantes dos empregados das financeiras obtiveram resultados positivos diante do cenário instável que os brasileiros e brasileiras enfrentam e já garantiram a reposição da inflação (1,76%) em seus salários e todas as cláusulas econômicas, mas também defendem mais 5% de aumento baseado no lucro obtido pelas entidades no primeiro semestre de 2018.

 

Durante o encontro também foi debatido os ajustes na cláusula da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para que contemple questões fiscais, para que abranja o exercício do ano e ficou combinado que as regras da convenção anterior serão respeitadas até o final das negociações.

 

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