Bancos propõem reajuste de 5% e Comando Nacional recomenda aprovação das propostas

Em uma das negociações mais difíceis dos últimos tempos, em um cenário pós-golpe e com a implantação de uma Reforma Trabalhista que busca apenas a retirada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras do país, os bancários e bancárias foram à luta e conseguiram arrancar dos bancos uma proposta de acordo com aumento real e manutenção de todas as claúsulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), garantindo a unidade nacional da categoria.

 

Foram dez exaustivas rodadas de negociação, as três últimas acontecendo até a madrugada, muita pressão do Comando Nacional dos Bancários sobre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), e apoio da categoria nos protestos ao lado dos Sindicatos e nas redes sociais.

 

No sábado, dia 25, a Fenaban finalmente apresentou uma proposta final, com reajuste salarial de 5% (aumento real de 1,18% sobre uma inflação do INPC projetada em 3,78%), além da garantia de todos os direitos já previstos na CCT, válida para os empregados de bancos públicos e privados do Brasil. Caso seja aprovada, a primeira parcela da PLR será paga em 20 de setembro.

 

A proposta ainda prevê que o acordo tenha validade de dois anos, ou seja, ficariam garantidas a manutenção dos direitos, reposição total da inflação e mais 1% de aumento real para salários e demais verbas até 2020. “Foi uma luta longa e árdua, em um cenário desfavorável por tudo o que o Governo desenhou contra os trabalhadores nos últimos dois anos, mas o Comando Nacional e os bancários conseguiram garantir na mesa de negociação um aumento real e todos os direitos da CCT, para toda a categoria. Funcionários da Caixa e do BB, por exemplo, são os únicos do setor público com aumento real e sem retirada de direitos”, relatou o presidente do Sindicato, Luis Carlos dos Santos.

 

O Comando Nacional dos Bancários recomenda a aprovação das propostas da Fenaban, do BB e da Caixa nas assembleias que serão realizadas na próxima quarta-feira, dia 29, em todo o país.

 

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