Após dez rodadas de negociações, bancos apresentam reajuste de 5%; aumento real é de 1,18%

Após dez exaustivos encontros e muita pressão do Comando Nacional dos Bancários, e da categoria que uniu-se aos Sindicatos através das redes sociais, finalmente a Federação Nacional dos Bancos, a Fenaban, apresentou sua proposta final aos trabalhadores: reajuste de 5%, sendo reposição da inflação projetada em 3,78%, mais aumento real de 1,18%, para salários e demais verbas, além da garantia de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), válida para todos os empregados de bancos públicos e privados de todo o país.

 

Essa garantia é uma importante conquista da categoria diante dos desmandos da Reforma Trabalhista, que foi aprovada para brindar o golpe e ameaçar as conquistas históricas dos trabalhadores. Com essa proposta, reajustes e direitos estão garantidos, inclusive, para hipersuficientes (bancários com salários superior a R$11.291,60).

 

A proposta prevê também acordo com validade de dois anos, garantindo já para o próximo ano a manutenção de todos os direitos e a reposição da inflação do período, mais 1% de aumento real para salários e demais verbas.

 

O Comando Nacional dos Bancários se reunirá ainda neste sábado, dia 25, com o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Em breve, mais informações.

 

TODOS OS DIREITOS ESTÃO GARANTIDOS

• Volta a PLR integral para bancárias em licença-maternidade e afastados por doença ou acidente;
• Garante o parcelamento do adiantamento de férias em três vezes, a pedido do empregado;
• Mantém todos os direito da CCT ao hipersuficiente (quem ganha mais de R$ 11.291,60);
• Mantém o direito ao adiantamento emergencial para quem tem recurso ao INSS por 120 dias (cláusula 65);
• Realização do terceiro Censo da Diversidade, levantamento fundamental sobre o perfil da categoria para a promoção da igualdade de oportunidades;
• Está mantida a proibição da divulgação de ranking individual, prevista na cláusula 37ª da CCT, conquistada pela categoria como forma de reduzir a pressão por metas;
• Bancário demitido não precisará mais requerer o pagamento da PLR proporcional se tiver conta corrente ativa no banco; os demais terão prazo para solicitar o pagamento;
• Mantém o salário substituto (cláusula 5ª);
• Cláusula do vale-transporte volta a ser a conquista da categoria de 4% de desconto sobre o salário base;
• Os bancários e bancarias terão até 30 dias para apresentar o recibo para reembolso do auxílio-creche; os bancos queriam que esse prazo fosse menor, de 10 dias;
•Volta a cláusula que previa adicional de insalubridade e periculosidade (cláusula 10ª);
• Horário de almoço poderá ser flexibilizado de 15 minutos para 30 minutos na jornada de seis horas (exceto para teleatendimento e telemarketing);
• Mantém o vale-cultura (cláusula 69) conforme queriam os trabalhadores, para que o direito esteja garantido caso o governo retome o programa.

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