Governo privatizará Casa da Moeda; entenda como a venda coloca a economia do país em risco

Bolsonaro dá andamento ao seu plano de privatizar todo o patrimônio público dos brasileiros e a bola da vez é a Casa da Moeda. O governo anunciou que pretende vender a estatal responsável pela produção de R$2,6 bilhões de célula e R$4 bilhões de moedas todos os anos, além de confeccionar passaportes e selos de rastreabilidade de cigarros e bebidas, pela proteção de marcas e certificações acadêmicas de provas e títulos.

 

Se os planos do governo se concluírem, nosso próprio dinheiro deverá ser produzidos por estrangeiros, já que três grandes multinacionais dominam todo o mercado mundial, sendo responsáveis por 60% dos contratos das empresas privadas para produção de cédulas e moedas no mundo.

 

Hoje as 15 maiores economias do mundo produzem suas próprias cédulas e moedas para terem garantida a soberania nacional de cada país, apenas países como o Quênia – com território e população bem menores que os brasileiros – têm sua produção feita por empresas estrangeiras.

 

A Alemanha, país de primeiro mundo, teve uma péssima experiência com a privatização de sua produção de dinheiro, privatizando a fabricação em 2000, mas revogando a venda em 2009 por insegurança monetária.

 

Além do dinheiro ser produzido fora, a preocupação também se dá com a produção de passaportes e passar os dados dos brasileiros para as mãos de estrangeiros.

 

Trabalhadores ocupam a Casa da Moeda em protesto contra a privatização

No dia 10 de janeiro, os trabalhadores da Casa da Moeda ocuparam a sede da empresa em protesto contra o processo de privatização promovido pelo governo de Jair Bolsonaro e as perdas dos direitos trabalhistas.

 

O motivo da mobilização foi uma entrevista concedida pelo diretor de gestão, Fábio Rito, que disse que a promoção de cortes para tornar a empresa competitiva é necessária, além de defender a privatização da estatal.

 

A ocupação terminou com um abraço simbólico dos trabalhadores em torno do prédio da Casa da Moeda.

 

Com informações da CUT

 

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