Ministério Público questiona presidente da Câmara sobre suposto ato de improbidade administrativa de Guti

As polêmicas não cessam no Governo Municipal. Após a Câmara abrir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar uma denúncia contra o vice-prefeito Alexandre Zeitune (REDE), agora o foco volta-se ao prefeito Guti (PSB). O Ministério Público Estadual encaminhou uma representação ao presidente da Câmara dos Vereadores, Eduardo Soltur (PSD), sobre uma nova denúncia: a de que Guti teria criado cargos para atender interesses próprios, como a promoção de sua noiva, cujo salário bruto em fevereiro foi de R$27.223,53.

 

Em dezembro de 2017, o prefeito promulgou a lei 7.604 e criou cargos lotados na Câmara dos Vereadores, cargos que não pertenceriam à estrutura administrativa e organizacional do órgão, o que levantou a suspeita de que ao invés de atender as necessidades da população, Guti agiu por benefício próprio.

 

Um dos cargos criados é o de “Advogado Geral do Legislativo”, ocupado pela noiva do prefeito e cujo salário ultrapassou os R$27 mil em fevereiro, de acordo com o Portal da Transparência através de sua nomenclatura. Antes de ser promovida, a funcionária exercia o cargo de “Agente Técnico Parlamentar”, mas foi coincidentemente promovida em janeiro de 2017, mês de posse de Guti, passando a responder como secretária de Assuntos Legislativos e a receber cerca de R$15 mil mensais.

 

Fato que deve ser levado em consideração é que no período de um ano e dois meses, a noiva do prefeito teve um aumento de mais de 100% em seus provimentos. O salário bruto de um Agente Técnico Parlamentar – que ocupou através de concurso público e que ocupou até dezembro de 2016 – é de R$13.500. Em janeiro de 2017, houve a primeira promoção a secretária de Assuntos Legislativos, com ganhos de R$15 mil mensais e, em fevereiro de 2018, já respondendo como Advogada Geral do Legislativo, passou a receber mais de R$27 mil.

 

Outros questionamentos – Além da promoção concedida à futura esposa do prefeito, o Ministério Público também questionou a criação do cargo “Procurador Geral do Legislativo” pela mesma lei de dezembro do ano passado, com a promoção de um funcionário que tinha recebimentos de R$20 mil, em média, e passou a receber R$25 mil, e qual o interesse público atingido pela mudança. Além disso, o MP também quer saber quais foram os critérios para a escolha dos ocupantes dos cargos.

 

One thought on “Ministério Público questiona presidente da Câmara sobre suposto ato de improbidade administrativa de Guti

  • 17 de maio de 2018 em 20:26
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    Esse prefeito estar transferindo todos os trabalhadores de um lugar para outro e ninguém estar satisfeito com isso se depender de mim e da minha família não vai ter mas o nossos votos eu votei nele e hoje já não voto mas

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