Saúde de Guarulhos na UTI: faltam insumos e combustíveis para ambulâncias

A saúde de Guarulhos está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e respira por aparelhos. Falta o mais básico, como caixas coletoras para o descarte de agulhas, bisturis e seringas, até o combustível para ambulâncias, o que explica a demora e também a omissão de socorro por parte do poder público.

 

As caixas, conhecidas como descarpack, são utilizadas para o descarte do material pérfuro-cortante de maneira segura. Assim que o material é jogado fora, a caixa é fechada e colocada num saco branco de lixo hospitalar, mas ao invés do descarte correto, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Paulista está improvisando com galões plásticos vazios, colocando a vida dos profissionais de saúde e dos coletores em risco.

 

O que também tem elevado as reclamações quando o assunto é socorro médico é a demora no atendimento do serviço do SAMU. O problema é a falta de ambulâncias para atender a população (o plantão que deveria atuar com 11 carros básicos e três avançadas não atua nem com metade do efetivo), no último sábado, dia 14, havia apenas cinco ambulâncias básicas e uma avançada rodando na cidade.

 

Além das ambulâncias quebradas, também há o agravante da falta de combustível, o que impossibilita o socorro da população. E o que está ruim promete piorar, pois a Secretaria de Saúde irá remanejar auxiliares de enfermagem do SAMU para implantar atendimento de pronto atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Taboão.

 

Médicos da Prefeitura farão greve nesta terça, dia 17 – Reunidos semana passada na Associação Paulista de Medicina, médicos e médicas da Prefeitura de Guarulhos decidiram fazer uma manifestação em frente ao Hospital Municipal de Urgências na manhã desta terça (17) e atender somente casos de urgência e emergência. Os dois hospitais que eram atendidos com pessoal próprio da Prefeitura (HMU e da Criança) foram passados a uma empresa privada. Eis aí uma das razões do movimento, uma vez que os salários vem sendo precarizados. Outra razão é a falta crônica de insumos e medicamentos. Para esta terça os médicos contam com o apoio de conselheiros populares do Conselho Municipal de Saúde.Se a greve pegar não haverá consulta e atendimento médico nas UBSs, CEMEGs, e PAs e UPAs que funcionam com pessoal próprio da Prefeitura.

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